Vamos empreender
socialmente?
Basta uma ideia seguida de
ação.
Cada vez mais nosso
desenvolvimento social depende de ações pessoais daqueles que trabalham para o
coletivo. Infelizmente o Estado não consegue responder às necessidades sociais,
com a rapidez e qualidades necessárias. É um modelo inadequado nos dias de hoje,
onde a velocidade das informações é muito grande.
Esse modelo burocrático e
com vulnerabilidades faz com que os recursos se percam ou desapareçam ao longo
de trâmites legais. São descontroles, lobies, ingerências, excesso de leis,
corrupção.
Lembram-se da CPMF, imposto
que foi criado com o objetivo de destinar mais verbas para a saúde pública?
Esse imposto existiu por muito tempo como uma receita extra para o governo, sem
necessariamente ter carreado para saúde.
Estamos vendo uma crescente
proliferação de ONGs – Organizações não governamentais - focadas cada uma para
um objetivo, independentes do poder público. Graças a esses movimentos, as
pessoas com bons valores éticos desenvolvem projetos com grandes retornos
sociais. São pessoas que, com pouco, sabem fazer muito.
Conhecemos um empreendedor
empresarial por sua capacidade de inovar e gerar lucro em seu negócio. Já o
empreendedor social consegue gerar resultados para coletividade. São pessoas
profissionais, apaixonadas pelo que fazem, transparentes, determinadas e, sobretudo,
indignadas com as injustiças sociais. Podem atuar de forma independente ou
através das ONGs.
A criação do sistema de microcrédito
por Muhamed Yunus, em Bangladesh, que lhe rendeu um prêmio Nobel, é uma prova
que, com um pouco de investimento, a renda individual melhorou muito para
muitos. São pequenos empréstimos para aquisição de bicicletas, ferramentas,
motores, que permitiram aos seus usuários aumentarem suas rendas.
Fábio Rosa, engenheiro
agrônomo, o Gaúcho Elétrico, como é conhecido internacionalmente, desenvolveu
um sistema de transmissão elétrico rural, 18 vezes mais barato que o
convencional e permitiu que milhares de famílias aumentassem suas rendas e
condições de vida.
Esses são apenas dois
excelentes exemplos dentre muitos que existem ao nosso redor.
O empreendedor social está
se tornando uma profissão. Já existem cursos superiores nos Estados Unidos com
essa finalidade. No Brasil existe como extensão, na Universidade de São Paulo.
O empreendedor social será
um profissional reconhecido por suas habilidades, dentre elas trabalhar em
equipe, negociar, pensar e agir, ágil, flexível, focado, crítico, além de saber
trabalhar de modo empresarial.
Será muito importante que no
ensino fundamental os jovens sejam estimulados a desenvolver o
empreendedorismo.
Todas as idéias, seguidas de
ações, contribuem para o nosso desenvolvimento.
Marcos A F Franco
Setembro 2007
Publicado no Informativo da ADASP em Setembro 2007

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