domingo, 17 de dezembro de 2023

Vamos mudar o mundo


 

Vamos empreender socialmente?

Basta uma ideia seguida de ação.

Cada vez mais nosso desenvolvimento social depende de ações pessoais daqueles que trabalham para o coletivo. Infelizmente o Estado não consegue responder às necessidades sociais, com a rapidez e qualidades necessárias. É um modelo inadequado nos dias de hoje, onde a velocidade das informações é muito grande.

Esse modelo burocrático e com vulnerabilidades faz com que os recursos se percam ou desapareçam ao longo de trâmites legais. São descontroles, lobies, ingerências, excesso de leis, corrupção.

Lembram-se da CPMF, imposto que foi criado com o objetivo de destinar mais verbas para a saúde pública? Esse imposto existiu por muito tempo como uma receita extra para o governo, sem necessariamente ter carreado para saúde.

Estamos vendo uma crescente proliferação de ONGs – Organizações não governamentais - focadas cada uma para um objetivo, independentes do poder público. Graças a esses movimentos, as pessoas com bons valores éticos desenvolvem projetos com grandes retornos sociais. São pessoas que, com pouco, sabem fazer muito.

Conhecemos um empreendedor empresarial por sua capacidade de inovar e gerar lucro em seu negócio. Já o empreendedor social consegue gerar resultados para coletividade. São pessoas profissionais, apaixonadas pelo que fazem, transparentes, determinadas e, sobretudo, indignadas com as injustiças sociais. Podem atuar de forma independente ou através das ONGs.

A criação do sistema de microcrédito por Muhamed Yunus, em Bangladesh, que lhe rendeu um prêmio Nobel, é uma prova que, com um pouco de investimento, a renda individual melhorou muito para muitos. São pequenos empréstimos para aquisição de bicicletas, ferramentas, motores, que permitiram aos seus usuários aumentarem suas rendas.

Fábio Rosa, engenheiro agrônomo, o Gaúcho Elétrico, como é conhecido internacionalmente, desenvolveu um sistema de transmissão elétrico rural, 18 vezes mais barato que o convencional e permitiu que milhares de famílias aumentassem suas rendas e condições de vida.

Esses são apenas dois excelentes exemplos dentre muitos que existem ao nosso redor.

O empreendedor social está se tornando uma profissão. Já existem cursos superiores nos Estados Unidos com essa finalidade. No Brasil existe como extensão, na Universidade de São Paulo.

O empreendedor social será um profissional reconhecido por suas habilidades, dentre elas trabalhar em equipe, negociar, pensar e agir, ágil, flexível, focado, crítico, além de saber trabalhar de modo empresarial.

Será muito importante que no ensino fundamental os jovens sejam estimulados a desenvolver o empreendedorismo.

Todas as idéias, seguidas de ações, contribuem para o nosso desenvolvimento.

Marcos A F Franco

Setembro 2007

Publicado no Informativo da ADASP em Setembro 2007

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