Em busca de
soluções e referências, ouvimos muito que determinada pessoa é a número 1
naquele assunto, que tal empresa é a número 1 no seu segmento, que determinado
país é o modelo em desenvolvimento humano.
Quando eu
jogava bola na rua, na infância, existia o dono da bola e o craque do time. O
craque era logo escolhido para liderar um dos times, o dono da bola também
jogava, naturalmente, mas em alguma posição que não prejudicasse o grupo.
Ser o número
1 é a forma de como somos vistos. Enquanto ser o primeiro necessariamente
implica em participar de uma competição ou exercer um comando formal. A figura
da eminência parda, aquele que influencia constantemente a liderança formal em
muitos governos, instituições, empresas e mesmo em um grupo social, ajuda a
explicar o fator número 1. Mesmo não sendo o líder formal, o número 1 será a
referência para a solução de vários assuntos. Em Cuba, onde a maior referência
política se afastou da presidência, ainda é lembrado constantemente na política
internacional. No mundo corporativo vemos muitas empresas tornarem-se grandes e
novas referências por buscarem constantemente a inovação, provocando uma
mudança na mente dos consumidores.
Ser visto
como número 1 implica em possuir acessibilidade ao grupo, público ou comunidade
na qual se convive, conhecimento específico, história pessoal conhecida,
credibilidade, visão de futuro, bons exemplos e carisma. Predicados de uma
liderança natural. O número 1 é uma referência consagrada para determinado
assunto porque os outros o veem dessa forma e confiam em suas propostas. Ele
impõe naturalmente suas ideias e conduz os processos de planejamento e
decisões.
Recentemente
testemunhamos o surgimento de um novo Papa da Igreja Católica. De repente, o
Papa anterior Bento XVI resolveu se afastar e os cardeais de todo o mundo,
reunidos em conclave, na Capela Sistina, decidiram emergir a nova liderança do
então Cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco. Os cardeais
viram em Bergoglio o número 1 da Igreja e uma liderança para se adaptar às
novas demandas.
Em um mesmo
grupo ou organização pode haver mais de um número 1. Cada assunto ou situação,
como em uma empresa, onde há diversos departamentos, é conduzido por aquele que
é mais experiente e perspicaz. Imagine no circo, onde existe um proprietário, é
o domador que entra na jaula para conter o leão para apresentar o espetáculo, o
palhaço é o responsável pela alegria e o bilheteiro faz a cobrança. Cada qual é
o número 1 dentro do seu contexto. Se houver inversão de funções, o circo
ficará triste.
Muitas vezes,
por vaidade ou por outros interesses, buscamos ser o primeiro, ao invés de ser
o número 1. Ser o primeiro gera competição e muitas turbulências pessoais, pois
precisamos estar atentos aos que também têm esse objetivo, enquanto para ser o
número 1 se requer um desenvolvimento pessoal e profissional constante.
E você está
preparado para ser o número 1 na sua profissão?
Marcos A F Franco
Fevereiro 2014
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