Quantos de nós, como pais, ao tentarmos embalar nossos filhos para dormir, ainda bebês, cantamos uma música ou contamos uma história.
Ouvir uma história é o início da formação de um leitor. Uma história aguça a curiosidade, provoca a imaginação, desenvolve a criatividade, produz sensações diversas. Quem, quando criança, ao ouvir a história do Chapeuzinho Vermelho, torcia para que ela não fosse enganada pelo Lobo Mau?
Einstein dizia: “A imaginação é mais importante do que o conhecimento. Você só desenvolve a imaginação colocando um livro na mão de uma criança”.
Ler é um dos indicadores mais importantes para o turo escolar e profissional. É fundamental, pois, apresentar os livros às crianças, e mais que isso, incentivar o amor por eles. As crianças aprendem que imagens contam histórias e que elas também podem criar as suas. Faz as crianças se sentirem especiais quando percebem que podem ler. Leitura exercita a imaginação e leva, gradativamente, ao uso de padrões de linguagem e pensamento mais complexos.
A pesquisa realizada pelo Ibope, em 2011, mostra que somente 50% dos brasileiros leem. Esse número era de 55% em 2006. É muito pouco. Educação de qualidade começa pelo hábito de ler que, por sua vez, se inicia na infância. Um leitor infantil será um estudante preparado para assimilar conhecimentos e desenvolver suas atividades sociais.
Em Paraty, cidade que abriga a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty, realizada anualmente, além de criar a Flipinha, destinada para os leitores infantis, o município instituiu em suas escolas o projeto Mar de Leitores, com objetivo de transformá-lo em cidade de leitores. Desde 2009, através de uma resolução municipal, ficou instituída uma hora/aula semanal de leitura literária na grade curricular, desde a Educação Infantil até o 2º segmento do ensino Fundamental. Uma iniciativa sustentável realizada em conjunto com a sociedade.
Outras iniciativas, realizadas por algumas ONGs são as Salas de Leitura, ou Bibliotecas Vivas, onde entidades localizadas em comunidades carentes cedem espaços, mantém um monitor, em troca de que essas salas sejam equipadas com móveis, livros, brinquedos e capacitação dos monitores. O LER – Centro de Leitura e Educação Rotary – D 4420, desde junho de 2011 já propiciou a abertura de 13 salas em parceria com Rotary Clubs e entidades, através de projetos de subsídios distritais e globais da Fundação Rotária e de projetos que transferem o imposto de renda para os CMDCAs – Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente.
O processo de formação de um leitor pode ser incentivado por qualquer cidadão: pais, familiares, tutores e principalmente pelos educadores. Uma criança estimulada e consciente da leitura hoje será um pai de um futuro leitor amanhã. Todos sabem que é investimento de longo prazo, mas que deve ser feito.
Ziraldo, cartunista e escritor, quando em sua participação na Bienal do
Livro de 2012 destacou: “A gente tem que
fazer uma campanha para acabar com o analfabetismo. Tem que ensinar a ler, escrever e contar. E aí vai
arrebentar no Ensino Médio”.
Novembro 2013, Marcos A F
Franco
Presidente do LER–Centro de
Leitura e Educação Rotary- D 4420.
Publicado no jornal A Tribuna de Santos em 7 de janeiro de 2013
Publicado na Revista Brasil Rotário em Janeiro de 2014

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