Você conhece alguém generoso? alguém que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem, que assume compromissos em melhorar a vida de pessoas além da sua família, sem saber previamente da dimensão das responsabilidades futuras?
Eu conheci o
Toninho, que neste ano de 2022, o grande criador o chamou. Mas ele deixou o seu
legado para ser replicado pela sua família e amigos. Imagino que a diretoria da
Céu S/A, decidiu chamá-lo em reconhecimento pelos seus imensos e valorosos atos
de generosidades praticados. Dezembro é o mês mais sensível para estes gestos.
O sonho do
Toninho era o de ver todas as crianças sempre sorrindo, brincando, estudando e
bem alimentados. Ele viveu sua infância assim. Não se conformava que outras crianças
não tivessem a mesma oportunidade.
O Toninho
cresceu, ainda muito jovem formou sua família e assumiu a direção da empresa do
seu pai. Ele ficou adulto, mas o seu espírito de menino irrequieto ficou
impregnado em seu coração.
Ainda
criança, levava diariamente para sua casa um amiguinho de 2 anos de idade, cuja
mãe necessitava trabalhar, e por 3 horas ela não tinha como cuidar do seu filho.
Junto com sua
eterna companheira Leila manteve e administrou por 25 anos 2 creches que abrigavam
350 crianças, de mães que trabalhavam durante o dia.
Certa vez,
antes da existência do bolsa família, inconformado com a impossibilidade de aquisição
de alimentos por parte da população de uma pequena cidade no Nordeste,
resolveu, em tratativas com o pároco local, enviar um caminhão carregado com 12
toneladas de feijão, para que fosse distribuído entre os mais vulneráveis.
Contribuiu
com diversas entidades e patrocinou inúmeros projetos sociais que envolvia o
cuidado com crianças, como fornecimento de alimentos, brinquedos e educação. O
fazia com alegria porque tinha a certeza de que essas crianças, por receberem a
devida atenção e cuidados, quando adultas, seriam capazes de dar retorno para a
sociedade.
O Toninho,
era um empreendedor, orgulhoso pelo grande progresso obtido com a empresa que o
pai iniciou, mas que utilizava esse espírito competitivo de empresário para ajudar
crianças vulneráveis socialmente.
Em família, o
Russo, nome pelo qual tinha orgulho de ser chamado, fazia questão de participar
de inúmeras decisões. Sempre cuidou pessoalmente de seus pais, não medindo
esforços para o bem-estar deles. Da mesma forma, com seu irmão, irmã e com suas
3 filhas, genros e 3 netos. Fazia questão da presença de todos na sua empresa e
no seu lazer. O seu espírito materno também era aguçado.
Tinha tempo
também para os amigos, principalmente para os ouvintes, com quem dividia as
suas preocupações sociais e vitórias. Dessa forma, contaminava-os com mais
generosidade.
A
generosidade é uma virtude que pode ser desenvolvida e deve ser experimentada
por todos. É um investimento social que retorna para si. Ajudar alguém
vulnerável é um ato de amor e um privilégio. Cada um de nós tem um estoque de bondade
em nossos corações, uma quantidade que é de cada um, muito pessoal, e que deve
ser liberada na prática.
O meu cunhado
ANTONINO RUSSO JUNIOR, com quem tive a honra de conviver por 45 anos, provou
que praticar a generosidade, constantemente, é ser querido e vitorioso. Ele foi
magnânimo.
Dezembro
2022, Marcos A F Franco

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