Mais conhecida como atacado ou confundida como logística este segmento vem ganhando muita importância na economia. Em 2006 as empresas deste setor faturaram juntas quase R$95,9 bilhões, representando 4,5% do PIB nacional.
Aos poucos a designação de atravessadores vai sendo apenas uma palavra mal-empregada no passado. Com o desenvolvimento industrial e o grande volume de empresas dos mais diversos segmentos da economia, há necessidade de otimizarem-se os negócios e buscarem-se parceiros capacitados para distribuição dos seus produtos.
Somente uma boa distribuição consegue consolidar bons produtos junto aos consumidores. A distribuição passou a ser uma grande aliada do “marketing”. Hoje as empresas buscam consolidar suas marcas e necessitam da presença de seus produtos em mais pontos de venda possíveis. Somente as empresas do ramo de distribuição conseguem executar essa tarefa a contento. São especializadas no atendimento do pequeno varejo, estocagem e logística.
Antigamente quem determinava o tempo da entrega e a quantidade a ser adquirida era o fabricante, diferente de hoje quando vivemos no mundo “on-line”, o mundo do imediatismo, o mundo do aqui e agora e, sobretudo da alta competitividade. São os clientes que determinam o prazo de entrega e a quantidade a ser adquirida. Dessa forma os fabricantes não conseguem atender a grande maioria dos seus clientes de forma direta a um custo competitivo.
Os distribuidores, ou atacadistas, por atuarem na sua maioria regionalmente, conseguem atender as necessidades do mercado e com excepcional rapidez.
Existem no mercado de distribuição 2 tipos básicos de empresa: as que operam entregando o produto para o cliente, chamadas de distribuidores, e as que fazem o atendimento no seu depósito, chamadas de lojas de atacados.
Os distribuidores em geral atendem a uma determinada área geográfica, mantendo um estoque do fabricante em seu depósito, equipe de vendas, repositores e frota de veículos para entrega.
As lojas de atacado funcionam como um grande supermercado, onde os pequenos varejistas se deslocam até essas lojas e transportam os produtos adquiridos para seus pontos de venda.
Recentemente está sendo praticado por algumas indústrias um novo conceito chamado de Broker, que é uma filial terceirizada da indústria, dentro do depósito do distribuidor. Nessa modalidade a Nota Fiscal é emitida pelo fabricante, no depósito do distribuidor, porém a estrutura de funcionamento é a do distribuidor.
Em países desenvolvidos, muitas indústrias não fazem mais o atendimento direto aos pontos de venda, deixando essas tarefas operacionais para empresas especializadas em distribuição e focando suas atividades para o desenvolvimento de produtos, marcas e relacionamento com o consumidor.
Vemos um crescimento dessa atividade no
Brasil. Começam a surgir cursos superiores, uma forte organização do setor e
uma percepção adequada das indústrias.
Janeiro 2008,
Marcos A F Franco
Diretor da ADASP – Associação dos
Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do Estado de São
Paulo.
Publicado no Jornal Boqueirão News em 19 de janeiro de 2008
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