Pokemon!
Pokemon!
Foi
assim que um motorista de táxi, no Japão, reagiu quando mostrei o endereço da
loja Pokemon, em Kyoto. Coisas de avô. Ele, um senhor aparentando 70 anos,
vestindo um terno preto e com luvas brancas, não entendia o português e, nem o
inglês, mas distribuía sorrisos e boa vontade em servir. Demonstrava com
perfeição a aparente ingenuidade japonesa.
Pude
entender o que representa para os japoneses o fenômeno do jogo eletrônico
Pokemon, videogame “monstro de bolso” ou, monstrinhos, criado por Satoshi
Tajiri em 1996.
O
serviço de táxi funciona perfeitamente, sendo em sua maioria pequenos veículos
da cor preta e da marca Toyota, com origem em Nagoya. Todos eles impecáveis.
Era o
meu segundo dia no Japão e já sentia a forte empatia da cultura japonesa no
relacionamento com as pessoas. Ainda criança, pratiquei judô, tive contato com
esse povo simpático, quando me ensinaram a contar até dez. Eles priorizam, em
seus relacionamentos, o respeito, especialmente aos mais velhos.
A
humildade que aprendi na prática do judô ficou escancarada, nos 9 dias em que
visitei 7 cidades do Japão. Além dos magníficos templos que esbanjam
simplicidade, o povo japonês reserva a suntuosidade para outros aspectos.
As
pessoas evitam gerar lixo. Lá, não existem lixeiras nas vias públicas e, não se
vê resíduos nas ruas e calçadas, nem mesmo bitucas de cigarros. Quem produz
lixo, guarda-o consigo para descartá-lo em sua residência. Os fumantes dispõem
de alguns pontos para fumar, principalmente em estações de trem e metro.
Percebe-se que não é uma questão legal e, sim, cultural.
As
estações de trem são outras suntuosidades do Japão. Nelas se vê um tráfico
imenso de pessoas, porém, a fluidez é espantosa. Nelas também se concentram shoppings
e restaurantes. É fácil e rápido se deslocar para qualquer bairro ou, para as
diversas cidades do Japão. O trem bala é fiel ao seu nome, rápido e confortável,
um tiro certeiro.
Quando
em contato pela primeira vez com as ruas, impacta a tranquilidade das pessoas caminhando,
ou dirigindo seus veículos. Eles não se afobam, não se esbarram, não fazem
barulho e nem buzinam. Cada um ao seu tempo, aguarda os sinais e com
velocidades reduzidas. Para as pessoas com deficiência visual, em cada semáforo,
existe um assobio característico. Quanto as ruas e calçadas, todas elas são,
rigorosamente bem construídas e regulares, sem buracos ou, marcas de consertos.
A
língua não é uma barreira para recepcionar os ocidentais. Eles mantêm muitas
placas em inglês e tem boa vontade em ajudar os turistas.
O
Japão é um arquipélago formado por mais de cem ilhas, ocupadas por centenas de
milhões de pessoas. Seu principal alimento é o arroz. Fácil de identificar. Eles
aproveitam os terrenos de casa para plantar arroz. Os peixes, em especial o
atum, também compõe a culinária dos nipônicos. Poder degustá-los em uma visita no
mercado de peixes de Tokyo, o maior do mundo, é uma sensação inexplicável.
Foi
encantador e fascinante conhecer um pouco desse pequeno país, e ao mesmo tempo
gigante. Um país milenar e atual. Percebe-se, nitidamente, a preocupação com a
Educação, tanto na formação como no relacionamento pessoal. O Japão deve ser
conhecido e copiado. Estar no Japão é sentir a verdadeira suntuosidade de um
país acolhedor e desenvolvido. Arigato.
Junho 2023, Marcos A F Franco

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