Quantas vezes ouvimos em nossa organização alguém dizer “O Rotary é um poço de vaidades”, ou um ex-presidente dizer “na minha gestão não era assim”, ou “na minha gestão eu fiz .....”, ou ainda “a minha posse foi a maior que o clube já teve”.
Será que é possível existir um ambiente que não se tenha os pecados capitais?
Preguiça, gula, avareza, luxúria, soberba, vaidade, inveja, cobiça. Existe alguém que está isento deles? Desde que o mundo nasceu a grande maioria dos seres humanos não consegue controlar seus pecados. É necessária muita determinação para não manifestarmos alguns sintomas desses pecados.
Mas, existe um deles, a inveja, que quando se manifesta, não deixa sinais patentes, ela é traiçoeira, é invisível. Ela é ausente de sintomas aparentes. Ela destrói muitos ambientes. Muitas vezes nos solidarizamos pelo insucesso de algum amigo, porém quando ele obtém o sucesso, é mais difícil suportar. Segundo o escritor Nelson Rodrigues "a inveja não se confessa nem ao médium depois de morto”. Em adesivos de carro se vê: “A inveja é uma m...”
Infelizmente é mais fácil criticar negativamente os defeitos, do que enaltecer as qualidades ou, conquistas. As pessoas gostam mais quando estamos tristes. A solidariedade na alegria é muito rara. Inclusive os movimentos populares de solidariedade ocorrem, em sua maioria, na hora da tristeza.
Reconhecer as vitórias, agradecer as lembranças, valorizar as boas ações, são atitudes positivas e construtivas. Requerem doses de humildade e sabedoria.
A matéria prima do Rotary são as pessoas o que exige dos grandes líderes habilidades em lidar com esses pecados. É fundamental entender como cada grupo se comporta. Um elogio público para uma conquista pode provocar a ira de outros, dependendo de como é colocado.
É fundamental entender a existência do
nosso jeito de ser para saber conviver o melhor possível com a heterogeneidade
rotária.
Novembro 2013, Marcos A F Franco
Governador de Rotary 2010-11 D4420

Nenhum comentário:
Postar um comentário