segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Muita Paz para o Matheus

Após o Natal de 2013, recebi em minha casa para os festejos de fim de ano a minha sobrinha Marilia e seu marido Fred, acompanhados de seus dois lindos filhos: Jhoão e Matheus. Eles vieram de Piracicaba rever a família e tomar um banho de mar. É isso mesmo, os dois meninos possuem a letra h em seus nomes, acredito que para identificar o sexo. Jhoão, com 3 anos, um alemãozinho de olho azul, esperto, conversador e guloso. Ele já esteve em nossa casa, no ano passado, e continua preocupado com seu almoço. A surpresa foi o pequeno e forte Matheus, o Leitãozinho, como o seu pai o chama. Completando os seus primeiros noventa dias, mas muito desenvolvido, graças a alimentação direta da fonte da sua mãe.

Matheus só chora para pedir mais “tete”. Ele faz força para virar de lado, fica todo feliz quando o colocamos sentado. Também se comunica muito, através do seu olhar e sorrisos. Foi em uma dessas conversas que tive com ele que me fez refletir sobre o Ano Novo, afinal é um momento apropriado. O que queremos que seja melhor para as nossas vidas? Mais bens materiais, bons amigos, viagens, saúde, dinheiro, bem-estar para os familiares, conquistas, realização de sonhos, políticos éticos e pensando na melhora do Brasil? Cada um de nós tem um pensamento e uma expectativa positiva, ainda que para se conquistar o desejado dependa-se de outras pessoas ou de muitas iniciativas.

O Matheus me olhou muito, sorriu e pensou: “No momento eu quero que Deus cuide muito bem da minha mãe, ela tem o meu leite especial, quero muita segurança para ela, que não aconteça nada de ruim e que ela esteja sempre ao meu lado me dando muito carinho.” Simples assim. Então me deixou muito claro que temos muitas etapas em nossa vida e, cada uma delas exigirá sempre segurança em torno daqueles de quem dependemos, para a nossa felicidade. Como sonhar com segurança com o atual nível de violência que convivemos? Alto índice de criminalidade, muita corrupção, aumento do consumo de drogas e por aí vai.

Entendo que essa questão é cultural e que existem muitos fatores que contribuem para gerar mais violências em nosso cotidiano, como o tom de voz, a falta de paciência com as crianças, a difusão da comunicação por monólogos, a falta de investimentos pessoais e programas de governo para uma educação de qualidade. Investir um pouco de esforço pessoal no dia a dia para uma convivência coletiva, em detrimento do interesse individual, ajudaria muito para não gerar mais violência. 

Falei para o Matheus que sonho com um programa de Violência Zero, onde cada cidade e estado poderia ter seus parâmetros de avaliação: um Medidor da Paz. Todos os cidadãos e poderes públicos pudessem participar ativamente desse objetivo. Mostrar menos violências para as crianças, através de atitudes pessoais no cotidiano, com palavras simples: por favor, obrigado, desculpe-me e atitudes: um sorriso, mais paciência e compreensão.

Muita Paz para o Matheus.

Janeiro 2014, Marcos A F Franco

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