Oui. Essa é a palavra sim, em francês, que tem o som, muito próximo da nossa palavra oi. Minha primeira experiência na França aconteceu durante a Copa Mundo de 1998. Eu, e mais 30 pessoas, ganhamos a viagem em um concurso de vendas, para assistir dois jogos da seleção brasileira. Permanecemos lá, por 10 dias, conhecendo uma pequena parte daquele maravilhoso país. Paris é a linda capital da França, conhecida também como Cidade Luz, que até hoje, é o lugar mais visitado no mundo. Não faltam atrações de excelentes qualidades e locais históricos, infindáveis, de valores inestimáveis.
Acrescente-se a isso, as muitas variedades de excelentes queijos, vinhos, pães, enfim, toda culinária tradicional e, muito especial. O povo francês é muito exigente em seu dia a dia. Pesquisei e planejei muitos detalhes para aproveitar bem a viagem, pena, que não houve tempo de aprender a língua francesa. Claro, aprendi algumas palavras básicas, mas nem sempre a memória ajuda. Tinha também a informação, de várias pessoas, que por lá estiveram, de que os famosos andarilhos europeus, o povo francês, não eram muito cordiais com os turistas. Eu queria experimentar um dos pratos típicos, o Magret de Canard ou, em português, peito de pato gordo.
Caminhando,
sozinho, pelo distrito de Saint-Germain-dés-Prés, avistei um simpático bistrot,
discreto e com pouca gente. Fui recepcionado pelo garçom, que me indicou uma
mesa e entregou o cardápio. Tudo parecia muito fácil, já estava me sentindo um parfait
cidadão francês. O cardápio, com poucas opções, o que é normal em um bistrot,
estava escrito em francês, por óbvio. Ao notar, que eu não tirava o olho do
cardápio, o garçom se aproximou, evoluiu na conversação, utilizando-se de
palavras que eu ainda não conhecia. A situação ficou engraçada, ele falava, eu
olhava para ele, queria responder e não conseguia. Naquela época, não existia
smartphone, com tradutor de idiomas, para ajudar. Acredito que ele tenha
imaginado que eu era mudo. Ele apontava para o cardápio e explicava, o que dificultava
ainda mais. Então, me levantei, balancei os braços e imitei o som de um pato.
Ele riu muito, mas entendeu. Depois, pedir o vinho, foi mais fácil e, o pato
estava maravilhoso. Realizei o desejo e aprendi que pato em francês é canard.
Pude visitar
inúmeros lugares, como a Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Palácio de Versalhes, Catedral
de Notre-Dame e, tantos outros. Aprendi que o francês gosta de ouvir, dos turistas,
algumas palavras no seu idioma, que são fundamentais para que eles nos recepcionem
bem: Bomjour, Merci, Au revoir, em português: Bom dia, Obrigado e Até logo. Percebi,
que essas três palavras, eles a pronunciavam com muito cuidado e carinho, quase
que cantando. Entendi também, que independentemente do idioma, a gentileza faz
de você uma pessoa importante.
Quanto a Copa
do Mundo, assisti a derrota do Brasil, por dois gols a um, frente a Noruega, em
Marselha, no Estádio Vélodrome e a vitória do Brasil, nas oitavas de final, por
quatro gols a um, contra o Chile, em Paris, no Parc des Princes.
Merci, Au
revoir
Outubro 2021, Marcos A F Franco

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