“As mãos que ajudam são mais sagradas do que os lábios que rezam”. Frase proferida por Santa Madre Teresa de Calcutá.
Antes de ser canonizada, ela participou
da Convenção International do Rotary de São Paulo, em 1981. Com certeza
influenciou os rotarianos a adotarem o nome de Pessoas em Ação como lema do
nosso atual plano estratégico. O Plano instituído a partir de 2018, na verdade
é um Plano de Ação.
A Santa Teresa falava para confortar as
pessoas, mas agia pessoalmente buscando fornecer cuidados médicos, abrigos,
alimentos e educação aos pobres e doentes, sendo reconhecida mundialmente por
seu trabalho humanitário.
Através de uma grande pesquisa mundial,
cujo resultado foi exposto na Convenção International de Atlanta, em 2017, o
Rotary pode entender que seus membros são vistos como Pessoas em Ação.
Internamente existem aqueles que
discordam, quando afirmam que a vaidade pessoal e o uso demasiado da oratória
ainda predominam. Entretanto, os rotarianos líderes na prestação de serviço,
comprovam que viabilizar ações sociais e serviços para as comunidades mais vulneráveis, motiva e
estimula o crescimento do nosso exército de voluntários.
Stephanie Urchick, atual presidente do
Rotary International e presidente da comissão de planejamento estratégico,
quando este foi implantado, disse: “O Plano nos ajudará a perceber o que é
possível quando Pessoas em Ação se unem, se conectam com outras pessoas que
compartilham dos nossos valores e se comprometem a criar mudanças em si mesmas
e no mundo”.
Criar mudanças requer inovação, ou seja,
fazer o melhor para as pessoas, de uma forma que as atraia, para se obter um
resultado diferente e maior. Isso ocorre quando se desenvolve um projeto de
subsídio global, em que levamos para muitas pessoas, soluções para carências em
suas comunidades.
Para isso acontecer é necessário ação,
mãos à obra, esforço pessoal, envolvimento, comprometimento e lideranças
legítimas. São condições em que as pessoas envolvidas devem estar motivadas,
não basta estarem informadas.
Muito se fala que a grande revolução
atual é a inteligência artificial. Ela, certamente reinará doravante, porém ela
se alimenta do que já é sabido, do que já foi feito. Enquanto a inovação é o
novo, é o futuro. É um novo jeito de fazer, é escolher a estratégia correta
para atingir as necessidades.
O futuro, o novo, a inovação e a ação
não combinam com o terno. Sim, o terno dos rotarianos, símbolo das reuniões
sociais. É um traje elegante e imponente, porém em decadência junto às novas
gerações. O terno nos engessa, não permitindo a agilidade necessária para um
Rotary gigante.
Para ampliar nosso impacto, expandir
nosso alcance, aumentar o engajamento de todos os participantes e melhorar a nossa
capacidade de adaptação, é necessária uma profunda reflexão e revisão de nossos
modos operandi. Do contrário, continuaremos a fazer mais do mesmo, sem um
crescimento de nossas fileiras e, consequentemente de nossas ações em todo o
mundo.
Marcos A F Franco
Outubro 2024


