sábado, 24 de agosto de 2024
ENTREVISTA ao PROGRAMA JOVENS PENSADORES
sexta-feira, 16 de agosto de 2024
Frequência 100% em Rotary, estratégia incomum
Qual é o ex-governador de distrito que
não tem uma boa história para contar sobre o seu ano rotário?
Histórias são as munições utilizadas nos
encontros de ex-governadores. Mais do que contar vantagens, elas agregam
experiências e muitas risadas. Basta um pequeno fato pitoresco para que ele
seja lembrado e contado com algumas ênfases, artifícios e temperos próprios.
Afinal, quem conta um conto aumenta um ponto.
Ainda como um aprendiz de ex-governador,
fui representar o Presidente do Rotary International na Conferência do Distrito
4500, que abrange os clubes dos estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do
Norte. É o Distrito dos ex-diretores Mário Antonino e Bira. Foi um prêmio que
eu ganhei. Pude conviver com grandes líderes e vivenciar a cultura rotária
nordestina da gema.
Oh lugar de caba bom! Além de se
dedicarem ao desenvolvimento do Rotary, são musicais, excelentes anfitriões e
gostam de uma boa prosa, especialmente durante um farto almoço. Foi em um
desses momentos, em uma mesa composta por grandes rotarianos, especialmente os
ex-governadores Mário Antonino, Aluísio Almeida, Alberto Bittencourt e pelo
compositor, teatrólogo, escritor e contista, Reinaldo Oliveira. Uma figura
ímpar e imperdível. Todos falando sobre o Rotary e de suas aventuras nas
Visitas Oficiais. Oportunidade em que Reinaldo fez questão de revelar algo
incomum.
Diferente dos dias de hoje a frequência dos
associados nas reuniões de seus clubes, no século passado, era uma exigência bem
monitorada pelos governadores. Em determinado momento, da reunião
administrativa com o Presidente e Secretário de um clube, em uma pequena cidade
da Paraíba, Reinaldo perguntou qual era a frequência média nas reuniões do
clube. O Presidente, sem titubear afirmou que era de 100%. Reinaldo insistiu
perguntando qual seria a frequência sem considerar as recuperações. Novamente o
Presidente repetiu que era de 100%.
Reinaldo, admirado da incomum
performance, perguntou como funcionava o controle e o que motivava os
companheiros a serem tão devotos das reuniões. O Presidente respondeu com muita
simplicidade. Governador o nosso clube possui 25 associados e a nossa cidade é
pequena, o que facilita atingirmos esse percentual. Entretanto, temos como
aliadas as nossas esposas.
— Esposas? Explica melhor — perguntou
Reinaldo demonstrando curiosidade.
— Sim, são elas que incentivam os seus
maridos a não faltarem em nossas reuniões. Existia até um tempo atrás ausências
nas reuniões. Então, por uma atenção pessoal, quando isso ocorria, a maioria
dos companheiros do clube ia fazer uma visita ao ausente, em sua residência.
Essa visita acontecia no horário do almoço de sábado, momento mais provável para
encontrá-lo. Depois de duas ocorrências dessas, ninguém mais faltou.
O controle da frequência caiu em desuso
pela maioria dos clubes, entretanto a ausência de companheiros continua sendo
sentida. Fica a lição de que boas estratégias para melhorar a frequência dão
resultados e fortalece o clube.
Abril 2024, Marco A F
Franco
Cego, Surdo e Bem-casado
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