Quanto mais servimos, quanto mais vivemos Rotary, mais realizamos projetos, mais nos dedicamos ao servir, mais exigimos de outros rotarianos. Ficamos empolgados, recompensados e apaixonados por essa maravilhosa organização.
Lembro-me de que, quando fui convidado para ser rotariano, tive algumas dúvidas. O que teria que fazer? Qual seria a participação da minha esposa? Como seria cobrado? Quanto me custaria? Enfim dúvidas que foram dirimidas com as seguintes frases: o Rotary é uma grande organização de servir, primeiro você começa a frequentar e vai entendendo o que você pode fazer; o Rotary congrega profissionais em reuniões semanais, para fazer o bem ao próximo; você tem o perfil de rotariano.
Depois veio a posse, realizada em uma reunião festiva, que contou com a presença de um ex-presidente internacional, um diretor de RI e o governador do distrito. Eu escutei todos falarem sobre os vários aspectos do Rotary, mas não tinha a dimensão da importância dele, embora estivesse me sentindo muito valorizado.
Ao ler a promessa rotária percebi que o Rotary não exigia muito, apenas que eu fosse um profissional capacitado e ético dentro da minha profissão, e que compartilhasse a disseminação da paz mundial e o crescimento humano de nossa comunidade.
Comecei a perceber que não estavam me exigindo nada além do que eu já pensava e praticava. E assim, quando fui convidado para participar de um projeto, motivei-me, senti-me integrado e um verdadeiro rotariano.
Minha inclusão no Rotary foi muito natural e tranquila, jamais fui cobrado para participar, talvez não tenha dado essa oportunidade. Mas meu espírito de participação facilitou essa integração.
Como se sente um voluntário quando é cobrado? Vejo que, existe por parte dos rotarianos mais “apaixonados”, muita vontade de que todos participem com a mesma intensidade que ele. É importante lembrar que cada rotariano é convidado e adere ao Rotary por sua livre e espontânea vontade.
Percebo que todos possuem o “ideal de servir”. Em alguns, esse ideal é muito patente e empreendedor, em outros está mais inseguro, talvez sem saber o que fazer. Vejo nesse segundo a oportunidade de os verdadeiros líderes rotarianos desenvolvê-lo, acordá-lo, motivá-lo e não deixar passar em branco a chance de acender essa chama, com muita intensidade.
Novos rotarianos necessitam de exercitar o “ideal de servir”, com mais frequência. Eles carecem de mais participação, atenção, envolvimento pessoal e familiar. É comum observarmos rotarianos com um bom tempo de admissão, mas com um “ideal de servir” ainda por ser desenvolvido. O tempo de admissão não é a referência e sim suas atitudes, interesse e participação. Quanto mais oportunidade de participação que combine com seus interesses, mais o novo rotariano se desenvolve e consegue praticar o “ideal de servir”.
Vejo a necessidade de se desenvolver
atividades nos clubes objetivando a busca do crescimento do “ideal de servir”
daqueles que ainda não enxergaram esse maravilhoso ideal de ser rotariano. A
paixão, desse futuro rotariano virá através do companheirismo, da atenção dos
mais experientes, da delegação de projetos e ações, enfim, da nossa capacidade
de sedução.
Novembro 2013, Marcos A F Franco
Governador
de Rotary 2010-11 D4420.
Publicado na Brasil Rotário em Abril de 2014
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