Viva a
pandemia! Ela obrigou todos a terem mais cuidados sanitários. Usar máscara,
lavar as mãos, usar álcool em gel, manter distanciamento, proteção transparente
em locais de atendimentos, ambientes com menos pessoas. Medidas extremamente
necessárias para não propagar o COVID 19, que são estabelecidas para as mais
diversas atividades e, para cada evento social e esportivo. Aprendemos tanto
que, sem querer, descobrimos que esses cuidados são muito úteis para outras
situações. Veja, por exemplo, no último fim de semana, do mês de outubro, foram
divulgadas imagens, após o final do jogo de futebol, válido pelo campeonato
brasileiro da primeira divisão, realizado entre o Grêmio de Futebol Porto
Alegrense e a Sociedade Esportiva Palmeiras, mostrando torcedores, de ambas as
equipes, desferindo socos entre si, apenas com uma das mãos. A existência de
uma proteção transparente que separavam as torcidas, forçou um revezamento de
pessoas e, cada qual, um a um, conseguia executar o soco, com apenas uma das
mãos, na lateral dessa separação. Em uma briga normal, sem essa proteção, as
duas pessoas, trocariam socos e se defenderiam. Com a proteção e, com apenas um
braço, essa briga capenga, que chega ser até cômico, aparenta, que a pessoa vai
de encontro a proteção, para apanhar.
Se é para ter
briga, que seja dessa forma, arrefece a ira dos torcedores, sem causar
ferimentos. Afinal, o futebol no Brasil, sem briga, não é futebol. A pandemia
evitou brigas, durante um ano e meio, por não ser possível a presença dos
torcedores. Mas estava, muito sem graça. Não basta torcer, é preciso brigar
também. As agressões vão além da torcida. Aconteceu também, recentemente, no
sul do país, um caso muito mais grave, na segunda divisão do futebol gaúcho. Um
jogador desferiu um soco e, posteriormente, após a queda do árbitro do jogo,
atingiu a cabeça dele, com um pontapé, como se estivesse chutando uma bola.
Nesse caso a pandemia deve ter influenciado a cabeça do jogador. Ele perdeu,
completamente, o controle. Felizmente, o árbitro não teve sequelas e, o jogador
foi suspenso por dois anos, pela federação gaúcha de futebol. Ele também foi
indiciado na justiça comum.
Esses dois
fatos, recentes, ocorreram no futebol profissional, mas também é comum no
futebol amador. Certa vez, quando eu era muito jovem, participando de um jogo
de futebol na várzea, um simples esbarrão involuntário, em uma corrida,
provocou o revide do jogador atingido. Essa atitude fez com que os seus
companheiros de time, corressem para cima de mim para ajudá-lo no revide,
obrigando os meus companheiros a me protegerem. Conclusão, o jogo acabou e,
alguns componentes dos dois times ficaram machucados. Desde então, aprendi que
o futebol tem esse tempero amargo. O lindo e sedutor esporte, muitas vezes,
pode deixar marcas hostis e ingratas.
Mesmo em
esportes de luta, os verdadeiros esportistas, respeitam os adversários. Um
esportista necessita do outro para competir, para mostrar a sua capacidade de
superação e, desenvolver suas habilidades. As derrotas fazem parte da vida
esportiva de todos os atletas, desde o iniciante, até os grandes campeões. O
papel do torcedor é o de apoiar e incentivar o seu time. A vacina para afastar
a pandemia do COVID 19, já foi descoberta, agora, o desafio para os cientistas,
é descobrir uma vacina para inibir as agressões no mundo esportivo,
especialmente no futebol.
Novembro 2021,
Marcos A F Franco

Nenhum comentário:
Postar um comentário